O que está na seringa.
Ácido hialurónico, reticulação MCLPE e a razão de cinco linhas terem uma só química. E porque é que a produção que interessa está hoje na Ásia. Escrito para quem injeta.
Ácido hialurónico, definido.
Polissacárido linear presente na derme, que retém até mil vezes o seu peso em água. Livre, é degradado pela hialuronidase em 24 a 48 horas. Para servir de preenchedor tem de ser estabilizado: é isso a reticulação. A Sofiderm parte de AH de grau farmacêutico obtido por fermentação, sem origem animal.
Reticulação MCLPE. Por etapas, purificação no fim.
A MCLPE (Multiphase Cross Linking & Purification Enhancement, reticulação multifásica com purificação reforçada) liga as cadeias com BDDE em reações sucessivas, purifica o gel por diálise e inchamento, e liga depois as partículas de gel a AH não reticulado. Uma rede mais estável, com menos reticulante residual, e um gel que combina resistência mecânica com deslize na agulha.
Reticulação em várias reações sucessivas, purificação no fim, e um microgel ligado a AH livre: mais estabilidade, menos resíduo, melhor deslize. Ver o processo em cinco etapas
Mesma química. Coesividade, agulha e plano diferentes.
O que o fabricante ajusta entre linhas é a coesividade do gel: a resistência à deformação e a tendência para se manter compacto no tecido. Menos coeso para a derme superficial, onde tem de se espalhar sem relevo; mais coeso para o subcutâneo, onde tem de projetar volume. A agulha acompanha.
Coesividade e duração
Coesividade relativa, indicativa. Duração segundo a especificação do fabricante; varia com a zona, a técnica e o paciente.
Agulha por linha
Diâmetro externo à escala. Quanto maior o gauge, mais fina a agulha. Agulhas do fabricante nas caixas de 1 e 2 ml: 27G na derme, 25G no subcutâneo, Deep com uma de cada. As seringas de 10 e 20 ml vêm sem agulha.
A profundidade decide o produto.
Escolher o plano primeiro, a linha depois. Numa mesma sessão podem entrar linhas diferentes, uma por plano. Em profundidade, menos gel e mais coeso; à superfície, mais fluido e menos volume. As indicações de cada linha são as do certificado CE, na página da linha.
Porquê marcas asiáticas.
Grande parte da inovação e da capacidade de produção em ácido hialurónico está hoje na Ásia: fabricantes com ISO 13485, marcação CE de classe III e décadas de lotes. O que lhes falta na Europa é o que a Orvida acrescenta: dossier verificado, stock em Portugal e uma parte responsável a quem o médico pode ligar. A química é a mesma que já usa; muda o preço e quem responde.
O que nos perguntam.
Que papel tem o BDDE no gel?
É o reticulante usado há mais de vinte anos nos preenchedores de AH com marcação CE. Reage com a cadeia de AH e integra o polímero; o reticulante livre é retirado na purificação.
Se a química é a mesma, o que distingue as cinco linhas?
A coesividade do gel e a agulha. A diferença está em quanto o gel resiste à deformação, o que define o plano onde trabalha melhor.
É reversível?
Sim. Como qualquer preenchedor de ácido hialurónico, pode ser degradado com hialuronidase, segundo a técnica e as precauções das instruções de utilização.
Que documentação acompanha cada linha?
Ficha técnica, instruções de utilização, certificado CE e declaração de conformidade. Por email, para clínicas verificadas.
Como se conserva e transporta?
Entre 2 e 30 °C, ao abrigo da luz, sem cadeia de frio em nenhum ponto do percurso. Não congelar.
Como reporto um evento adverso?
Por email para vigilance@orvida.eu, com número de lote e descrição. Respondemos num dia útil e encaminhamos ao fabricante e ao INFARMED ou AEMPS quando aplicável.
Reologia, certificados e bibliografia.
Clínicas registadas recebem o dossier técnico completo: certificado CE, declaração de conformidade, fichas técnicas e IFU.